Amigos,
neste domingo, dia 8 de junho,
participarei do Festival Solstício do Som, em Petrópolis.
O Festival está em sua em sua oitava edição e será realizado
na Praça Princesa Isabel - em frente à Catedral São Pedro de Alcântara.
O Festival acontecerá entre os dias 6 e 21 de junho, e contará com mais de 100
apresentações de música, dança e artes visuais.
O meu show será de músicas autorais, compostas por mim desde 1992
e está marcado para o domingo, dia 8 de junho, a partir das 19h.
O Festival é totalmente democrático e aberto ao público.
Conto com a sua presença!
Até lá,
Bernardo Barnes
Amante da música e suas vertentes culturais, apreciador da natureza, das montanhas e suas formas de vida, louco pelo futebol raiz. Sempre cantando, tocando violão e fotografando... Penso em um dia ser cronista - mas na real? Sou apaixonado pelo Vasco da Gama, America e Serrano, não dispenso uma partida de War e muito menos um bom papo.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
sábado, 7 de dezembro de 2013
Mandela Day
Quase escrevi este texto há seis meses, achando que Nelson
Mandela não resistiria a mais uma internação. Ficava imaginando se o mundo
seria capaz de homenageá-lo à altura do que representa.
Esperei três dias após a sua ausência para perceber que
tudo o que escreveram e mostraram na TV e Internet, está sendo muito pouco para
o que Madiba fez pela África e pelo mundo.
Madiba é o pai da África, da negra e da branca.
Qual figura faria melhor que Mandela?
Semear a esperança, a tolerância e o respeito, em um
ambiente de hostilidade e segregação, foi o caminho perfeito para minimizar os
efeitos do racismo e da desconfiança.
A luta contra o Apartheid fez Mandela pagar um preço alto
– sua liberdade.
O homem submetido ao confinamento não se deixou esmorecer,
mesmo exposto às chagas do isolamento, intensificou seus estudos e traçou lentamente
a brilhante estratégia que se iniciou com a sua libertação em 1990, e culminou
com a primeira Copa do Mundo na África, em 2010.
Mandela que sim, buscou incansavelmente a igualdade entre
as raças e entre os povos, nos deixa um legado sem tamanho, uma obra sem
precedentes no que tange à integração humana.
Merecia sim, ser homenageado aos quatro cantos, pelos
povos oprimidos e pelos opressores, pelos negros e pelos brancos.
Sinto-me honrado em ter visto a história ser escrita
através das atitudes de Nelson Mandela.
Viva Mandela!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Nilton Santos
E a enciclopédia chegou ao seu último volume em 2013.
88 anos de história, muitos deles dedicados
exclusivamente ao futebol.
Nilton Santos é desses que não vemos mais atualmente,
ídolo de uma torcida – só vestiu as listras verticais em preto e branco, e
claro, a camiseta da seleção nacional.
Nilton é um ícone do nosso desporto, visto que, a imensa
maioria da população não o viu jogar(e eu me incluo neste contingente), porém,
não tem dúvida alguma de sua capacidade e genialidade, como também é verossímil
considerar outros gênios que não vimos, como: Domingos, Leônidas, Zizinho e Puskas,
pois são pouquíssimas as imagens existentes desses craques.
Nilton – o melhor amigo de Garrincha,
Nilton – de quatro copas do mundo,
Nilton – bicampeão mundial,
Nilton – da falta que era para ser pênalti contra a
Espanha,
Nilton – do Botafogo e do Brasil.
Nilton se junta aos amigos e primeiros campeões pelo
Brasil:
Gilmar, Djalma, Orlando, Garrincha, Didi e Vavá.
Existe uma unanimidade entre os que viram Nilton Santos jogar:
Ele jogaria no futebol praticado hoje em dia.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Inteligência Social, ou a falta dela.
Hoje
acordei preocupado, preocupado com o rumo das coisas no meu país.
Meu
país que sim, teve grandes evoluções nos últimos 25 anos, mas que insiste em mostrar
um lado feio para seus próprios filhos. Não vou me aprofundar na questão da
corrupção, pois é um tema que ecoa em diversos segmentos, diversas forças e
lados políticos, também não falarei dos problemas estruturais, das rodovias,
dos engarrafamentos, dos hospitais e das escolas. Vou falar de uma coisa que
vem me incomodando faz bastante tempo, desde que me tornei "carioca",
há quase sete anos - A inteligência Social, ou a falta dela.
Temos
exemplos em grandes profissionais, em todas as áreas, diplomados em grandes
escolas;
Temos
também exemplos em pessoas bem sucedidas, mas que não possuem os tais diplomas,
nem frequentam os endereços mais quentes;
E,
obviamente, na camada menos favorecida e com baixa escolaridade.
As
demonstrações não fazem a menor diferença quando estamos em um cenário
cotidiano, como o trânsito carioca.
É
insuportável a forma como o carioca dirige, desrespeitando toda e qualquer
norma, ignorando o carro ao lado, o pedestre e os locais demarcados para outras
finalidades.
É
incompreensível a maneira como grande parte dos motociclistas pilotam suas
motos, achando-se os donos dos corredores, sentindo-se como bicicletas ou
pedestres, utilizando passarelas, faixas e retornos imaginários, infringindo
por completo a lei, que eles simplesmente ignoram.
Os
motociclistas que praticam tais infrações são os mesmos que reclamam das
injustiças e das desigualdades do país.
O
“doutor” que se utiliza do acostamento e da área de estacionamento para furar a fila no trânsito da praia de São Conrado, é o mesmo que joga pedras nos
políticos corruptos e avacalha a educação do Brasil.
Aqui
é legal ser malandro, é legar ser esperto e levar vantagem sob o bobo.
O
malandro fura fila, joga lixo no chão, faz gato na luz e na TV a cabo,
não paga seus impostos, compra CD e roupas falsificados – São todas formas do
analfabetismo social.
Precisamos
erradicar esta peste antes que ela nos atrofie e nos faça ser eternos
candidatos a uma grande nação, com uma economia forte, mas um povo ignorante e
malandro.
A
inteligência social, portanto, é diretamente ligada à ética e às atitudes de um
cidadão que sabe que seus direitos terminam onde ou quando começam os do
próximo.
E os
deveres?
quarta-feira, 17 de abril de 2013
E o Mito foi-se
embora...
A dura sensação de vazio, o vácuo, a angústia da saída de
nosso último craque.
No caso do desporto, um mito não se constrói, ele é fruto
de algumas situações:
Dedicação, talento, comprometimento e a sinergia com o seu
clube e seus torcedores.
E o Mito foi-se
embora...
Sua manutenção deveria ser sagrada, algo que suplantasse
a barreira comercial.
Se pudéssemos enxergar o futuro, teria certeza que nenhum
clube venderia um mito.
Imaginem-no, em 2023, com 34 anos, comemorando seiscentos
jogos com a negra camisa cruzmaltina – Que notícia! Que alegria! Que festa
seria esse feito!
Quantos corações infantis deixaremos de conquistar com
ausência do Mito?
Quantas camisas deixaremos de vender?
Quantos torcedores a menos teremos nas arquibancadas?
E o Mito foi-se
embora...
Um mito pode ser ou não real,
um ser sobre-humano, uma lenda de ações mágicas, de quase
fantasia – imaginação.
Sua veste preta e branca, colorida apenas pela cruz de
malta, iluminou o nosso imaginário,
nos ajudou a conquistar o maior título deste século, e
nos deu sempre esperança de novas e grandes vitórias.
Seu manto negro, que ultimamente fora revezado com a terceira
camiseta – a azul, talvez tenha sido o contraponto à mensagem subliminar que a
cor azul nos queria imprimir...
Sua cor não é celeste, sua cor é negra.
E o Mito foi-se
embora...
Esperaremos o seu retorno, a sua volta, o seu regresso.
Sua camiseta número vinte e seis estará à sua espera.
Sua torcida, imensa, agradece sua dedicação ao nosso
grande clube.
Que sua ausência seja como a Rosa de Malherbe,
Que de tão breve, dure apenas uma manhã...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
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